O Advogado exerce uma “Atividade MEIO” e não uma “Atividade FIM”. Por conseguinte, o causídico JAMAIS pode garantir sucesso ao cliente.

O profissional deve comprometer-se a prestar um serviço ao qual dedicará atenção, cuidado e diligência exigidos pelas circunstâncias da causa.

O Código de Ética e Disciplina da Ordem dos Advogados do Brasil, em seu artigo 8°, reza que:

“O advogado deve informar o cliente, de forma clara e inequívoca, quanto a eventuais riscos da sua pretensão, e das consequências que poderão advir da demanda”.

Fato é que o cliente não está preparado para tamanha subjetividade e pressiona o advogado, exigindo-lhe um percentual de probabilidade de êxito da ação que pretende contratar a defesa ou propositura.

Ele o bombardeia com a mesma pergunta várias vezes, alterando apenas a forma, forçando um comprometimento “vidente” por parte do profissional, de modo que o mesmo, vencido pelo cansaço, lhe afiance que irá vencer a contenda judicial.

Em vários momentos da conversa entre ambos a confiança da relação será testada e, caso a transparência, boa comunicação, calma e tranquilidade não façam parte do perfil profissional do causídico durante o atendimento, infelizmente terá sido duplo tempo perdido.

O caos estará instalado se durante a consulta o advogado se mostrar inseguro, apressado, pessimista, monossilábico ou não der ouvidos aos lamentos fáticos do cliente (a dor do cliente tem que ser sempre sentida junto com ele!).

Se o advogado apresentar os sinais acima durante a consulta, o mesmo deve repensar se escolheu a profissão certa e o cliente, por sua vez, pode ter certeza que procurou o profissional errado. 

A realidade é que nenhuma causa é originariamente ganha ou perdida, pois um deslize processual por parte do advogado numa boa causa, como uma perda de prazo fatal, pode levar tudo por água abaixo…

Nessa hipótese, pensemos no cliente dele, o qual contava com a vitória na demanda; e a parte adversa que, por sua vez, já tinha como certa a derrota.

Como se vê, o resultado final foi determinado única e exclusivamente pela atuação do advogado e não pela natureza da causa.

Conclui-se, pois, que NÃO EXISTE CAUSA GANHA, MAS SIM GANHO DE COMPETÊNCIA, COMPROMETIMENTO, ÉTICA E MUITO TRABALHO!